













O governador Geraldo Alckmin e o Judiciário tomaram partido pelos ricos, ingênuos foram àqueles que não esperavam isso e acreditaram na palavra da lei e na honestidade do Estado. São Paulo vem sendo o principal cão do autoritarismo no Brasil, toda e qualquer manifes-tação de trabalhadores é recha-çada duramente: Movimento contra a PM na USP, Movimentos dos professores do Estado, moradores da periferia, Cracolândia, Movimen-tos Sociais, Pinheirinho e muitos outros, todos são duramente repri-midos, na base da bala, pancada, armas químicas e, outro instru-mento do Poder Judiciário, a crimi-nalização dos Movimentos Sociais.
Manifestar-se agora virou sinônimo de cometer crime. Que democra-cias são estas? Aqui no Brasil temos uma barbárie atrás de outra. Nos Estados Unidos estão a aprovar leis que censuram e criminalizam a circulação de arte e

Não à desocupação da Moradia Retomada!Os estudantes que moram na Moradia Retomada estão em estado de alerta devido a ameça da reitoria de desocupação do espaço com o uso da tropa de choque da PM. Há quase dois anos parte do bloco G, que havia sido tomadodos estudantes pela reitoria, foi reocupado por estudantes que ao entrarem na universidade não tiveram a sua necessidade de permanência atendida.Desde então, a reitoria tratou a luta pelo atendimento dessas reivindicações como caso de polícia, tendo inclusive eliminado da universidade 8 estudantes que foram acusados de participar dessa luta, com base em um decreto da ditadura militar que estabelece punições para atos políticos. Há claros indícios de que a reitoria planeja executar essa ação durante estas férias, justamente pelo fato da universidade estar mais vazia, assim como ocorreu no fechamento do Centro de vivência estudantildo DCE.O fato é que na USP todos anos cerca de 800 estudantes que precisam não tem o direito a moradia atendido. Em contrapartida, a reitoria gasta verbas milionárias com serviços de espionagem, dezenas de processos jurídicos, obras faraônicas e até tapetes de 32 mil reais. Para garantir essa desigualdade, o uso da força policial sempre se fez necessária.Vemos isso quando recentemente a Tropa de Choque invadiu e massacrou as famílias do Bairro Pinheirinho em São José dos Campos e também no final do ano passado quando a pedido do reitor, o governo do Estado enviou a USP mais de 400 policias para desocupar violentamente a reitoria aonde estudantes protestavam contra a política de elitização e repressão estabelecida na universidade. Por isso, conscientes de que o direito a permanência estudantil no Brasil só foi conquistado através de lutas, resistiremos até o fim contra mais esse ataque do reitor fascista João Grandino Rodas que atua contra um direito que é inclusive garantido pela constituiçãofederal.Fazemos um chamado a todos estudantes, em especial osmoradores do Crusp e também aos trabalhadores e professores da USPfrente à possibilidade de mais esse ataque.Não vamos abandonar essa luta, resistiremos até o fim!Moradia Retomada – USP 24/01/2012

A crise da educação brasileira não tem o seu começo na atualidade, faz parte de um longo processo histórico de exclusão social, onde os ricos (1% da população) têm acesso a educação de qualidade e os pobres (99% da população) têm acesso a uma educação totalmente desqualificada e direcionada apenas como mão de obra qualificada. Enquanto o rico estudava e tinha acesso ao mundo das idéias aos pobres restavam aprender o trabalhado braçal, em algum SENAI ou politécnica. Entretanto os indivíduos detentores de poder aquisitivo perceberam que o trabalhador, necessitava de uma maior qualificação profissional, sendo assim, o ensino técnico já não é o bastante, o trabalhador agora teria que ter acesso a UNIVERSIDADE. Será que o povo teve acesso a UNIVERSIDADE PÚBLICA? Claro, que não.
As faculdades públicas desde os seus primórdios foram destinadas a elite branca brasileira, nunca aceitariam que a classe trabalhadora, fizessem parte dessa intelectualidade e, por meio de vestibulares que funcionam como peneira social, excluem o povo de estudarem nas UNIVERSIDADES PÚBLICAS. O que resta ao povo? A UNIVERSIDADE PRIVADA com os seus ‘‘valores acessíveis’’ e localidades próximas as estação de metro e ônibus, tudo pensando no conforto do aluno. Certamente, que isso não passa de uma grande fraude para conquistar novos ‘‘consumidores da educação’’, uma vez que o aluno escolhe a faculdade privada x ou y, os desrespeitos começam aparecer e criar corpo dentro da realidade estudantil. Enquanto se é novato (cursando o primeiro semestre) na faculdade, o aluno começa a pagar uma mensalidade de valor acessível (puro jogo de marketing para atrair consumidor) e depois que se passa para veterano (segundo semestre) o valor acessível desaparece e entra em cena o aumento abusivo da mensalidade.
Isso ocorre sem nenhum aviso prévio aos alunos, acarretando diversas desistências dos cursos, por falta de condições financeiras de pagamento desse aumento de mensalidade. Agora, pergunto ao caro leitor, pra onde é destinado esse reajuste de mensalidade? É para aumento de salário do corpo docente da universidade? Garanto, que não. Será que é para os funcionários TERCERIZADOS? Obviamente, que também não. Já, sei é para melhorias na infra-estrutura da faculdade, criação de laboratórios ou construção de quadras de esporte para o curso de Ed. Física? Certamente, que não é encaminhado esse reajuste semestral para esses setores citados acima. Mas onde é que pára esse reajuste? Quando, alguém souber, por favor, nos avise! A luta contra os aumentos ABUSIVOS da UNINOVE não começou de agora. A luta dos alunos é desde 2007 e se prolonga até os dias atuais, a universidade continua tendo descaso com os seus alunos por não evitar as enormes filas da Secretaria, que dura HORAS por sinal, a falta de atualização e falta do acervo da biblioteca continua e a ampliação e melhoria de laboratórios e construção de auditórios no campus ainda permanecem em 2012.
Por isso venha você também fazer parte desse grupo de REVOLTADOS E INDIGNADOS que reivindicam MELHORIAS na INFRA-ESTRUTURA da FACULDADE e ABAIXO ao AUMENTO das MENSALIDADES ABUSIVAS!
Por Aluna da História/ Uninove

controlado pelo PSTU e pelo PSOL, se colocar contra a luta de ocupação e ação direta dos estudantes na Universidade. Para o Trotskysmo do PSTU ação-direta é participar de eleições e se filiarem ao TSE, enquanto o verdadeiro sentido deste termo é Luta e ação nas ruas. A Revolução não será feita através do horário eleitoral (isso já ficou óbvio para todos) e nem através da eleição de parlamentares e sim com a classe e os trabalhadores nas ruas.
No dia 27 de outubro de 2011, após entrarem em confronto com a polícia militar, estudantes da Universidade de São Paulo ocuparam a administração da FFLCH. Apesar da movimentação explodir depois dum enquadro a estudantes que fumavam ganja, este foi na verdade um estopim. Este foi somente uma faísca.
A repressão policial aos estudantes e trabalhadores da USP foi intensificada com a assinatura do convênio entre a reitoria e a PM. Desde antes, 26 estudantes são perseguidos com processos administrativos e correm o risco de perderem suas vagas por participarem de greves e ocupações do movimento estudantil. Estes processos são realizados com base num regime disciplinar escrito em plena ditadura militar, o qual possibilita a
expulsão
de estudantes que praticam política dentro da universidade (trecho no quadro ao lado).
Agora, mais 72 estudantes estão sendo processados criminalmente pela ocupação da reitoria. Além disto, há diretores do SINTUSP, o sindicato dos funcionários da USP, que foram demitidos por motivos políticos nos últimos anos. É o caso do Brandão, do Magno, da Neli, da Solange e do Marcelo (Pablito). Entendemos que esta repressão é tão presente devido a USP ser um foco de resistência as pretensões privatistas e elitistas do PSDB no que sobrou da educação pública paulista. Basta olharmos para a última década para encontrarmos fortes mobilizações em defesa da qualidade da educação pública, contra a privatização e contra a precarização do ensino neste campus: a greve de 2002, a luta contra o veto à educação do Alckmin em 2006, a ocupação da reitoria contra os decretos privatistas do então governador José Serra em 2007, a ocupação do COSEAS e a greve de 2009, entre outros. Este convenio se coloca, então, como uma etapa necessária na política de privatização da universidade, pois onde a ideologia não mais engana, o cassetete sempre se faz necessário.
DECRETO N°52.906, DE 27 DE MARÇO DE 1972
- Constituem infração

disciplinar do aluno, passíveis de sanção segundo a gravidade da falta cometida:
VIII - promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar , promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares;
Nós do coletivo Faísca sabemos que policia não faz segurança mas sim repressão. Entendemos a corporação policial como parte integrante das forças armadas, e sendo assim, como braço armado do Estado com fim específico de manter a população sobre controle e fazer valer a lei sagrada da sociedade de classes capital-estatista, a propriedade privada. A polícia é tão somente o exército que realiza a guerra interna contra o próprio povo. Não por acaso é a pm paulista a que mais mata em todo mundo: mais PM é igual a mais morte. Por isto, nós apoiamos e somos a favor de todos os atos da luta promovida pela estudantada da USP – incluindo as duas ocupações e a greve.
Todavia, entendemos que a polícia não é um problema exclusivo dos estudantes da USP, mas sim um problema de toda a população. A repressão estatal é muito mais violenta e intensa nas classes mais pobres: trabalhadores ambulantes são espancados e presos no centro de São Paulo tão somente por tentar exercer seus ofícios; famílias são destruídas durante a madrugada nas diversas reintegrações de posse promovidas contra os movimentos de sem teto; camponeses são assassinados ao se apropriarem de terras para cultivarem; jovens negros são chacinados nas favelas e nos morros – muitas vezes sem nem mesmo saber o motivo; greves têm seus finais decretados na judiciário, enquanto sindicalistas são demitidos e ameaçados; atos da juventude são dispersados na base da porrada, da bomba e da bala de borracha.
Entre as 18 estrelas ostentadas no brasão da PM temos uma em homenagem à Guerra do Paraguai – que tirou a vida de mais de 300mil paraguaios, outra ao massacre de Canudos, outra à repressão a greve geral de 1917, outra à repressão ao levante comunista de 1935, e, sim, há uma em homenagem ao golpe militar de 1964. Sim, a polícia militar e os militares são inimigos do nosso povo. Sim, até hoje as questões políticas aqui são tratadas como questões criminais! Até hoje o judiciário e a força policial são utilizados para abafar, criminalizar e reprimir movimentos sociais! É preciso dar um fim a esta opressão genocida!
Contra a criminalização dos movimentos sociais e das lutas populares!
Pelo fim das chacinas! Fora polícia do mundo!
Coletivo Faísca
as faculdades particulares são maioria hoje no Brasil) Será que os alunos podem se expressar sem que a faculdade coloque seus representantes e oprima a livre expressão desses alunos? É certo que a resposta é não. Pelo simples motivo que o estudante não tem direito algum de se manifestar em assuntos acadêmicos e nem participar das decisões dos valores do seu curso.A estudantada só serve para pagar mensalidade, nada mais! Somos tratados como mercadoria!
Estudantes da Uninove que exercem seu livre direito de manifestação e se mobilizam, são gravemente reprimidos pelos vários seguranças – que estão distribuídos pela faculdade para defender exclusivamente os interesses da reitoria. Para piorar a situação, somos submetidos todos os dias a bater cartão como se tivéssemos um patrão: catraca e muitas câmeras para nos vigiar por todos os lados!
Não temos autonomia

A educação está sendo tratada como mercadoria. Diante das facilidades de ingresso isto torna a valorização apenas monetária, transformando o nosso direito em uma educação de má qualidade. Os centros acadêmicos de Historia e Ciências Sociais protagonizaram manifestações e revoltas no meio do ano de 2011 na Uninove Barra Funda, reivindicavam contra o aumento abusivo das mensalidades, abaixo a repressão, por um ensino de qualidade e democracia nas decisões da universidade.
A repressão não esta só dentro da USP, está em todos lugares onde a estudantada se mobiliza!


