domingo, 11 de março de 2012

O 8 de março em São Paulo: Marcha Mundial das Mulheres






No dia 8 de março foi realizado ato na Praça da Sé que contou com a presença do MST, Centrais Sindicais, Partidos de esquerda, militantes independentes e do Tribunal Popular, que debateu e julgou as injustiças perpetradas pelo Estado, trazendo a violenta desocupação do Pinheirinho como pauta central, e os desafios atuais para os movimentos populares de luta por terra e moradia no Brasil perante o contra-ataque das forças do Capital e do Estado contra a classe trabalhadora.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BATALHA DO PINHEIRINHO: AINDA HÁ DÚVIDAS SOBRE A QUEM O ESTADO SERVE?
















































Depois do que houve no dia 22 de janeiro de 2012, no Bairro Pinheirinho em São José dos Campos, num histórico de tragédias repetidas, ainda se pode duvidar sobre a quem este Estado serve? Num flagrante desrespeito à vida e à própria lei, que tanto pedem para respeitarmos, o Estado de São Paulo tomou a decisão – e executou-a violentamente – de ini-ciar uma operação de “reintegração de posse” num domingo, antes das 6h da manhã, e retirar mais de 9.600 pessoas da ocupação do Pinheirinho, sem qualquer estrutura e planejamento para realojá-los. Tudo isso, para defender o inte-resse do milionário Naji Nahas, en-volvido em inúmeros escândalos, que tem grande parte ou a tota-lidade de sua riqueza sob suspeita. Em algumas horas, mais de 9.600 pessoas viraram moradores de rua.


O governador Geraldo Alckmin e o Judiciário tomaram partido pelos ricos, ingênuos foram àqueles que não esperavam isso e acreditaram na palavra da lei e na honestidade do Estado. São Paulo vem sendo o principal cão do autoritarismo no Brasil, toda e qualquer manifes-tação de trabalhadores é recha-çada duramente: Movimento contra a PM na USP, Movimentos dos professores do Estado, moradores da periferia, Cracolândia, Movimen-tos Sociais, Pinheirinho e muitos outros, todos são duramente repri-midos, na base da bala, pancada, armas químicas e, outro instru-mento do Poder Judiciário, a crimi-nalização dos Movimentos Sociais.

Manifestar-se agora virou sinônimo de cometer crime. Que democra-cias são estas? Aqui no Brasil temos uma barbárie atrás de outra. Nos Estados Unidos estão a aprovar leis que censuram e criminalizam a circulação de arte econhecimento pela Internet. Na Grécia, trabalhadores são espan-cados porque defendem seus interesses. No Chile aprovou-se uma lei que permite a prisão de estudantes por, no mínimo 3 anos, caso protestem dentro das universidades.

E por falar em reintegração de posse: “Foi divulgado no dia 17 de janeiro de 2012, por meio do Diário da Justiça da Capital, a decisão judicial que estabeleceu o prazo de 20 dias para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada na USP”*. Esta ocupação ocorreu em março de 2010 porque não havia vagas suficientes para o número de estudantes que necessitam da Moradia Estudantil. ”Os moradores do CRUSP, reunidos em assem-bléia, decidiram pela retomada de parte do bloco G que antes era moradia e havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espa-ço como moradia estudantil. Mesmo diante da falta de vagas, a reitoria criminalizou esse movimento expulsando 6 estudantes em dezembro de 2011”*. O Coletivo Faísca está absolutamente ao lado e com a Classe Trabalhadora e frontalmente contrário a este estado de caos social patrocinado pelo Estado brasileiro.

Retomar o Pinheirinho e superar a sociedade de classes. Apoiamos e reconhecemos todas as formas de resistência que a população usou e está usando contra a PM e o Estado de São Paulo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Moradia da USP: Mais uma desocupação em vista no horizonte paulista


Não à desocupação da Moradia Retomada!

Os estudantes que moram na Moradia Retomada estão em estado de alerta devido a ameça da reitoria de desocupação do espaço com o uso da tropa de choque da PM. Há quase dois anos parte do bloco G, que havia sido tomado
dos estudantes pela reitoria, foi reocupado por estudantes que ao entrarem na universidade não tiveram a sua necessidade de permanência atendida.


Desde então, a reitoria tratou a luta pelo atendimento dessas reivindicações como caso de polícia, tendo inclusive eliminado da universidade 8 estudantes que foram acusados de participar dessa luta, com base em um decreto da ditadura militar que estabelece punições para atos políticos. Há claros indícios de que a reitoria planeja executar essa ação durante estas férias, justamente pelo fato da universidade estar mais vazia, assim como ocorreu no fechamento do Centro de vivência estudantil
do DCE.

O fato é que na USP todos anos cerca de 800 estudantes que precisam não tem o direito a moradia atendido. Em contrapartida, a reitoria gasta verbas milionárias com serviços de espionagem, dezenas de processos jurídicos, obras faraônicas e até tapetes de 32 mil reais. Para garantir essa desigualdade, o uso da força policial sempre se fez necessária.

Vemos isso quando recentemente a Tropa de Choque invadiu e massacrou as famílias do Bairro Pinheirinho em São José dos Campos e também no final do ano passado quando a pedido do reitor, o governo do Estado enviou a USP mais de 400 policias para desocupar violentamente a reitoria aonde estudantes protestavam contra a política de elitização e repressão estabelecida na universidade. Por isso, conscientes de que o direito a permanência estudantil no Brasil só foi conquistado através de lutas, resistiremos até o fim contra mais esse ataque do reitor fascista João Grandino Rodas que atua contra um direito que é inclusive garantido pela constituição
federal.

Fazemos um chamado a todos estudantes, em especial os
moradores do Crusp e também aos trabalhadores e professores da USP
frente à possibilidade de mais esse ataque.

Não vamos abandonar essa luta, resistiremos até o fim!

Moradia Retomada – USP 24/01/2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Intervensão no aniversário de São Paulo.

Depois de uma longa jornada na Praça da República, chegando depois do início doshow do Ney Matogrosso, conseguimos levar a faixa do Coletivo Faísca até o palco! Foi um sufoco! Contamos com a ajuda de membros da platéia pois os dois últimos metros estavam intransponíveis, local cheio de fãs do artista, que nos ajudaram levando a faixa até a frente, para nossa sorte 2 membros da Ocupação da Moradia Retomada na USP, que estavam na área de acesso ao palco (área vip) se encarregaram de mostrá-la ao Ney e fixarem-na de frente pra platéia. Ele não se pronunciou, mas foi muito importante deixá-la lá, mesmo que por alguns minutos, pois membros do governo DEM/PSD retiraram-na, cabe agora divulgá-la como foto. Ney, sabemos que você é Pinheirinho.

SOMOS TODOS PINHEIRINHO!

Mas quem se importa com aumento das MENSALIDADES?

A crise da educação brasileira não tem o seu começo na atualidade, faz parte de um longo processo histórico de exclusão social, onde os ricos (1% da população) têm acesso a educação de qualidade e os pobres (99% da população) têm acesso a uma educação totalmente desqualificada e direcionada apenas como mão de obra qualificada. Enquanto o rico estudava e tinha acesso ao mundo das idéias aos pobres restavam aprender o trabalhado braçal, em algum SENAI ou politécnica. Entretanto os indivíduos detentores de poder aquisitivo perceberam que o trabalhador, necessitava de uma maior qualificação profissional, sendo assim, o ensino técnico já não é o bastante, o trabalhador agora teria que ter acesso a UNIVERSIDADE. Será que o povo teve acesso a UNIVERSIDADE PÚBLICA? Claro, que não.

As faculdades públicas desde os seus primórdios foram destinadas a elite branca brasileira, nunca aceitariam que a classe trabalhadora, fizessem parte dessa intelectualidade e, por meio de vestibulares que funcionam como peneira social, excluem o povo de estudarem nas UNIVERSIDADES PÚBLICAS. O que resta ao povo? A UNIVERSIDADE PRIVADA com os seus ‘‘valores acessíveis’’ e localidades próximas as estação de metro e ônibus, tudo pensando no conforto do aluno. Certamente, que isso não passa de uma grande fraude para conquistar novos ‘‘consumidores da educação’’, uma vez que o aluno escolhe a faculdade privada x ou y, os desrespeitos começam aparecer e criar corpo dentro da realidade estudantil. Enquanto se é novato (cursando o primeiro semestre) na faculdade, o aluno começa a pagar uma mensalidade de valor acessível (puro jogo de marketing para atrair consumidor) e depois que se passa para veterano (segundo semestre) o valor acessível desaparece e entra em cena o aumento abusivo da mensalidade.

Isso ocorre sem nenhum aviso prévio aos alunos, acarretando diversas desistências dos cursos, por falta de condições financeiras de pagamento desse aumento de mensalidade. Agora, pergunto ao caro leitor, pra onde é destinado esse reajuste de mensalidade? É para aumento de salário do corpo docente da universidade? Garanto, que não. Será que é para os funcionários TERCERIZADOS? Obviamente, que também não. Já, sei é para melhorias na infra-estrutura da faculdade, criação de laboratórios ou construção de quadras de esporte para o curso de Ed. Física? Certamente, que não é encaminhado esse reajuste semestral para esses setores citados acima. Mas onde é que pára esse reajuste? Quando, alguém souber, por favor, nos avise! A luta contra os aumentos ABUSIVOS da UNINOVE não começou de agora. A luta dos alunos é desde 2007 e se prolonga até os dias atuais, a universidade continua tendo descaso com os seus alunos por não evitar as enormes filas da Secretaria, que dura HORAS por sinal, a falta de atualização e falta do acervo da biblioteca continua e a ampliação e melhoria de laboratórios e construção de auditórios no campus ainda permanecem em 2012.

Por isso venha você também fazer parte desse grupo de REVOLTADOS E INDIGNADOS que reivindicam MELHORIAS na INFRA-ESTRUTURA da FACULDADE e ABAIXO ao AUMENTO das MENSALIDADES ABUSIVAS!

Por Aluna da História/ Uninove

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pinheirinho: A resistência popular deve continuar !


A resistência popular deve continuar pelo Pinheirinho!

Ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes interrompe trânsito.

Ato em São José dos Campos recebe apoio da população.








Anonymous realiza ciberataques em solidariedade ao Pinheirinho.
http://dl.dropbox.com/u/5164063/AnonymousBR/PAD2EN.html

Relatos de Mortes e Hospitais públicos tem ordem de esconder informações.

Manifestações em mais de 14 cidades contra a desocupação.

Imprensa internacional repercute ação violenta da Polícia de São Paulo.

Governo Alckmin denunciado na Comissão de Direitos Humanos da ONU

Resistência Popular nas ruas do Bairro Campos dos Alemães em São José dos Campos, ataques aos órgãos governamentais, escolas, UBS, carros queimados, radares eletrônicos destruídos, comércio em chamas e etc.

MTST ocupa Ministério da Justiça e cobra ação da Policia federal contra a PM paulista.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Revolução não vai passar no horário eleitoral ! (ou porque os PARTIDOS não nos Representam)

No ano de 2011 vimos explodir pelo mundo movimentos pela Democracia e contra a crise econômica, do Oriente Médio passando pela Grécia, na Espanha e a Praça do Sol, nos subúrbios da Inglaterra contra a polícia britânica e chegando a Wall Street, dentro dos EUA.

Os trabalhadores, a classe proletariada se manifestou e se movimentou sem precisar de partidos e suas prepotentes e auto-intituladas vanguardas, fazendo assim uma crítica profunda e atual a Democracia Representativa, onde o Parlamento acaba sendo a regra do jogo ditada pela burguesia. Curiosamente vemos partidos de esquerda de cunho Leninista falando mal destes movimentos em seus jornais e boletins, isso porque não baseiam-se na democracia burguesa que estes partidos bolcheviques defendem. Os movimentos de ocupação estão baseados na Democracia Direta, o verdadeiro sentido da palavra Poder Popular, como foram os Soviets na Revolução Russa, e estes foram esmagados pelo Partido Bolchevique acabando com a Revolução Russa. A autonomia e o Poder Popular não interessa aos partidos autoritários, por isso vemos manifestações contrárias de partidos como o PSTU, PSOL, PT, PCB e etc contra estes movimentos, já que não controlam os movimentos, não os reconhecem, se preocupam apenas em dirigir e mandar na classe, recuando as lutas quando elas estão no auge. Por essas e outras dissemos: Partidos ? Não nos representam !

Na Grécia vimos o absurdo do Partido Comunista Grego ficar ao lado da Polícia, no Chile os estudantes partidários pediam para frear o movimento estudantil enquanto os libertários continuavam nas ruas! Na USP vimos o DCE,
controlado pelo PSTU e pelo PSOL, se colocar contra a luta de ocupação e ação direta dos estudantes na Universidade. Para o Trotskysmo do PSTU ação-direta é participar de eleições e se filiarem ao TSE, enquanto o verdadeiro sentido deste termo é Luta e ação nas ruas. A Revolução não será feita através do horário eleitoral (isso já ficou óbvio para todos) e nem através da eleição de parlamentares e sim com a classe e os trabalhadores nas ruas.

2011 foi um ano crucial para mostrar para a classe a falencia destes tipos de organizações partidárias que sustentam o Estado, a opressão e a sociedade de classes. Onde chegam ao poder, ocorre a restauração e a continuidade da sociedade de classes e da exploração, seja na Rússia, na China, Cuba e etc.

O PSTU e o PSOL (que se acham a linha de frente da classe operária), tentam confundir sobre estes movimentos de Ocupação os difamando e os desqualificando, dizendo que são contra a democracia quando na verdade vão além e muito além da Democracia Burguesa e corrupta que o PSTU e o PSOL defendem e participam.
Torna-se urgente a construção de novas formas de participação e Democracia, o Poder Popular, o espirito de Comuna e a reconstrução do pensamento autônomo dos Sovietes, destruídos pelo autoritarismo do Partido Leninista na Revolução Russa.

Os Partidos apoiam o Estado, instituição opressora e que mantém a sociedade de classes através de suas concepções autoritárias de poder e opressão, como diz Hakim Bey, "Vejo botas eternamente marchando sobre os rostos da humanidade", sejam as botas do Exército Azul ou do Exército Vermelho. O Partido Bolchevique fundou campos de concentração para todo e qualquer proletário que o questiona-se, estes mesmos campos de concentração (Gulags) serviram de inspiração para Hitler em seu holocausto. Isso tudo ocorreu antes de Stalin chegar ao poder, este ditador apenas deu continuidade ao que Lenin e Trotsky começaram. A autonomia e a liberdade dos Sovietes foi esmagada por Trotsky e seu exército opressor, sendo o episódio emblemático a revolta do Kronstad e do Soviete de Petrogrado contra a centralização do poder e das decisões em Moscou, centralização esta que deu origem aos Totalitarismos do século XX.

Por essas e outras, defendemos a constituição de um movimento estudantil libertário, não partidário, anti-estado e descentralizado, baseado nos valores revolucionários de um novo mundo, temos nossas posições e possuimos o acordo em trabalhar de forma conjunta com outros coletivos libertários estudantis e também, e se assim assim for o caso, até com estudantes militantes partidários de oposição, em redes de lutas construídas juntamente com movimentos partidaristas como a ANEL (PSTU e LER), o JUNTOS (MES-PSOL), BARRICADAS (CSOL-PSOL), juventudes do PCB, PCO, POR, LBI, ASS, MST e etc. Não seremos prepotentes e totalitários em não reconhecer a existência de outros grupos e a importância da luta em unidade com agrupamentos antigovernistas.


Pelo Poder Popular e a Revolução Socialista Libertária saudamos o renascimento das lutas pelo mundo e a negação da falsa negação , que são estes movimentos partidarizados e sedentos pelos poderes do Estado (sustentador central do Capital) e que vivem disputando a tapa cargos em sindicatos ligados ao Ministério do Trabalho (como fazem a CUT, CTB e a CSP-Conlutas), órgãos representativos estatistas, DCEs e nos parlamentos burgueses, sem libertar de fato a classe das suas agruras cotidianas.

AUTONOMIA e LIBERTAÇÂO JÀ!

USP: Ocupação e GREVE!

No dia 27 de outubro de 2011, após entrarem em confronto com a polícia militar, estudantes da Universidade de São Paulo ocuparam a administração da FFLCH. Apesar da movimentação explodir depois dum enquadro a estudantes que fumavam ganja, este foi na verdade um estopim. Este foi somente uma faísca.

A repressão policial aos estudantes e trabalhadores da USP foi intensificada com a assinatura do convênio entre a reitoria e a PM. Desde antes, 26 estudantes são perseguidos com processos administrativos e correm o risco de perderem suas vagas por participarem de greves e ocupações do movimento estudantil. Estes processos são realizados com base num regime disciplinar escrito em plena ditadura militar, o qual possibilita a

expulsão

de estudantes que praticam política dentro da universidade (trecho no quadro ao lado).

Agora, mais 72 estudantes estão sendo processados criminalmente pela ocupação da reitoria. Além disto, há diretores do SINTUSP, o sindicato dos funcionários da USP, que foram demitidos por motivos políticos nos últimos anos. É o caso do Brandão, do Magno, da Neli, da Solange e do Marcelo (Pablito). Entendemos que esta repressão é tão presente devido a USP ser um foco de resistência as pretensões privatistas e elitistas do PSDB no que sobrou da educação pública paulista. Basta olharmos para a última década para encontrarmos fortes mobilizações em defesa da qualidade da educação pública, contra a privatização e contra a precarização do ensino neste campus: a greve de 2002, a luta contra o veto à educação do Alckmin em 2006, a ocupação da reitoria contra os decretos privatistas do então governador José Serra em 2007, a ocupação do COSEAS e a greve de 2009, entre outros. Este convenio se coloca, então, como uma etapa necessária na política de privatização da universidade, pois onde a ideologia não mais engana, o cassetete sempre se faz necessário.


DECRETO N°52.906, DE 27 DE MARÇO DE 1972

- Constituem infração

disciplinar do aluno, passíveis de sanção segundo a gravidade da falta cometida:

VIII - promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar , promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares;



Nós do coletivo Faísca sabemos que policia não faz segurança mas sim repressão. Entendemos a corporação policial como parte integrante das forças armadas, e sendo assim, como braço armado do Estado com fim específico de manter a população sobre controle e fazer valer a lei sagrada da sociedade de classes capital-estatista, a propriedade privada. A polícia é tão somente o exército que realiza a guerra interna contra o próprio povo. Não por acaso é a pm paulista a que mais mata em todo mundo: mais PM é igual a mais morte. Por isto, nós apoiamos e somos a favor de todos os atos da luta promovida pela estudantada da USP – incluindo as duas ocupações e a greve.


Todavia, entendemos que a polícia não é um problema exclusivo dos estudantes da USP, mas sim um problema de toda a população. A repressão estatal é muito mais violenta e intensa nas classes mais pobres: trabalhadores ambulantes são espancados e presos no centro de São Paulo tão somente por tentar exercer seus ofícios; famílias são destruídas durante a madrugada nas diversas reintegrações de posse promovidas contra os movimentos de sem teto; camponeses são assassinados ao se apropriarem de terras para cultivarem; jovens negros são chacinados nas favelas e nos morros – muitas vezes sem nem mesmo saber o motivo; greves têm seus finais decretados na judiciário, enquanto sindicalistas são demitidos e ameaçados; atos da juventude são dispersados na base da porrada, da bomba e da bala de borracha.


Entre as 18 estrelas ostentadas no brasão da PM temos uma em homenagem à Guerra do Paraguai – que tirou a vida de mais de 300mil paraguaios, outra ao massacre de Canudos, outra à repressão a greve geral de 1917, outra à repressão ao levante comunista de 1935, e, sim, há uma em homenagem ao golpe militar de 1964. Sim, a polícia militar e os militares são inimigos do nosso povo. Sim, até hoje as questões políticas aqui são tratadas como questões criminais! Até hoje o judiciário e a força policial são utilizados para abafar, criminalizar e reprimir movimentos sociais! É preciso dar um fim a esta opressão genocida!

Contra a criminalização dos movimentos sociais e das lutas populares!

Pelo fim das chacinas! Fora polícia do mundo!


Coletivo Faísca

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

UNINOVE: A Luta nas Universidades Privadas !


Alguém já parou para pensar no ensino privado (as faculdades particulares são maioria hoje no Brasil) Será que os alunos podem se expressar sem que a faculdade coloque seus representantes e oprima a livre expressão desses alunos? É certo que a resposta é não. Pelo simples motivo que o estudante não tem direito algum de se manifestar em assuntos acadêmicos e nem participar das decisões dos valores do seu curso.

A estudantada só serve para pagar mensalidade, nada mais! Somos tratados como mercadoria!

Estudantes da Uninove que exercem seu livre direito de manifestação e se mobilizam, são gravemente reprimidos pelos vários seguranças – que estão distribuídos pela faculdade para defender exclusivamente os interesses da reitoria. Para piorar a situação, somos submetidos todos os dias a bater cartão como se tivéssemos um patrão: catraca e muitas câmeras para nos vigiar por todos os lados!

Não temos autonomia

somos apenas mercadoria!





A educação está sendo tratada como mercadoria. Diante das facilidades de ingresso isto torna a valorização apenas monetária, transformando o nosso direito em uma educação de má qualidade. Os centros acadêmicos de Historia e Ciências Sociais protagonizaram manifestações e revoltas no meio do ano de 2011 na Uninove Barra Funda, reivindicavam contra o aumento abusivo das mensalidades, abaixo a repressão, por um ensino de qualidade e democracia nas decisões da universidade.

A repressão não esta só dentro da USP, está em todos lugares onde a estudantada se mobiliza!


Viva Comuna do Pinheirinho !


Em São José dos Campos, a maior ocupação urbana do país sofre perigo de despejo devido a intransigência da justiça local e da prefeitura do PSDB, comandada por Eduardo Cury.
O governo federal já demonstrou interesse em regularizar a área mas a prefeitura e a justiça local mantém a posição pelo despejo.

Os moradores do Pinheirinho prometem resistir à desocupação.

Toda solidariedade aos moradores do Pinheirinho.
Apesar dos interesses partidários presentes na Ocupação Pinheirinho.
Lutar, Criar , que o Poder é Popular!

fonte:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Voz das Ruas

A força vem das ruas, e somente das ruas.
SPTRANS volta atraz no corte de 50 % que faria no passe de professores e estudantes.

Ato as 17 horas em frente a prefeitura, 12/01/12
3 reais continua sendo um roubo!


Churrascão da gente diferenciada - versão "CRACOLÂNDIA"!

Chega de dor e sofrimento na Luz!

Churrascão diferenciado versão Luz: porque na “cracolândia” todo mundo é gente como a gente

Neste sábado, venha mostrar para o governo que sua polícia não é bem-vinda em nossas ruas

Sem oferecer alternativas decentes aos dependentes e sem respeitar os direitos humanos deles e dos outros usuários, trabalhadores e freqüentadores da região da Luz, o governo paulista vem ocupando militarmente, desde o dia 3 de janeiro, a zona conhecida como “cracolândia”.

Higienismo, preconceito, segregação, violência, intolerância, tortura, abuso de autoridade e mesmo suspeitas de assassinato passaram a ser ainda mais constantes nos dias e principalmente nas madrugadas do bairro.

Luiz Alberto Chaves de Oliveira, coordenador de Políticas sobre Drogas do governo, defendeu que a operação teria como objetivo trazer “dor e sofrimento” para os dependentes, forçando-os a buscar tratamento. Fica claro, no entanto, que os seres humanos que ali freqüentam ou vivem são a última preocupação de nossos governantes, que sabem muito bem que questões de saúde nunca poderão ser resolvidas por uma das polícias mais assassinas do mundo .

O objetivo da dor e do sofrimento é meramente expulsar aquelas pessoas dali para que o projeto da “Nova Luz”, que prevê demolição de um terço das construções da região e reconstrução do espaço com vistas ao lucro da especulação imobiliária, possa ser implementado.

Em reação a isso, dezenas de coletivos, grupos e entidades organizaram para este sábado mais um “churrascão diferenciado”, tipo de mobilização que ficou marcada na cidade como forma de combater, de forma bem humorada e crítica, o preconceito e o racismo dos políticos e das elites paulistanas. Traga seus instrumentos, cartazes, idéias, alimentos e o que mais achar necessário para tornar agradável este sábado de protesto e diálogo em defesa de políticas corretas, respeitosas e abrangentes em relação à população de rua (ou em situação de rua) e aos usuários e dependentes de drogas.


Quando: Sábado, 14/01, às 16h!
Onde: Rua Helvétia com Dino Bueno, São Paulo

Além da presença, vale levar:
- instrumentos musicais
- churrasqueira e alimentos
- cartazes
- vassoura e sacos de lixo

Não porte substâncias ilícitas. Afinal, a região é o pedaço de chão mais militarizado da cidade.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

I Encontro de Estudantes Libertários


Por uma juventude que lute contra a sociedade de classes e seus governos.

Por um movimento de estudantes que promovam a ação direta e a autogestão.

Por uma nova proposta de luta, que vá além da burocracia estatista e autoritária da UNE e da ANEL.

Por isso saudamos o I Encontro de Estudantes Libertários. A ser realizado no CES - Centro de Estudantes de Santos nos dias 10(programas de rádio), 11(abertura) e 12 de fevereiro 2012.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Hoje (09/Jan) estudantes foram agredidos gratuitamente pela Polícia Militar no campus da USP.

Assista clicando Aqui.