segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BATALHA DO PINHEIRINHO: AINDA HÁ DÚVIDAS SOBRE A QUEM O ESTADO SERVE?
















































Depois do que houve no dia 22 de janeiro de 2012, no Bairro Pinheirinho em São José dos Campos, num histórico de tragédias repetidas, ainda se pode duvidar sobre a quem este Estado serve? Num flagrante desrespeito à vida e à própria lei, que tanto pedem para respeitarmos, o Estado de São Paulo tomou a decisão – e executou-a violentamente – de ini-ciar uma operação de “reintegração de posse” num domingo, antes das 6h da manhã, e retirar mais de 9.600 pessoas da ocupação do Pinheirinho, sem qualquer estrutura e planejamento para realojá-los. Tudo isso, para defender o inte-resse do milionário Naji Nahas, en-volvido em inúmeros escândalos, que tem grande parte ou a tota-lidade de sua riqueza sob suspeita. Em algumas horas, mais de 9.600 pessoas viraram moradores de rua.


O governador Geraldo Alckmin e o Judiciário tomaram partido pelos ricos, ingênuos foram àqueles que não esperavam isso e acreditaram na palavra da lei e na honestidade do Estado. São Paulo vem sendo o principal cão do autoritarismo no Brasil, toda e qualquer manifes-tação de trabalhadores é recha-çada duramente: Movimento contra a PM na USP, Movimentos dos professores do Estado, moradores da periferia, Cracolândia, Movimen-tos Sociais, Pinheirinho e muitos outros, todos são duramente repri-midos, na base da bala, pancada, armas químicas e, outro instru-mento do Poder Judiciário, a crimi-nalização dos Movimentos Sociais.

Manifestar-se agora virou sinônimo de cometer crime. Que democra-cias são estas? Aqui no Brasil temos uma barbárie atrás de outra. Nos Estados Unidos estão a aprovar leis que censuram e criminalizam a circulação de arte econhecimento pela Internet. Na Grécia, trabalhadores são espan-cados porque defendem seus interesses. No Chile aprovou-se uma lei que permite a prisão de estudantes por, no mínimo 3 anos, caso protestem dentro das universidades.

E por falar em reintegração de posse: “Foi divulgado no dia 17 de janeiro de 2012, por meio do Diário da Justiça da Capital, a decisão judicial que estabeleceu o prazo de 20 dias para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada na USP”*. Esta ocupação ocorreu em março de 2010 porque não havia vagas suficientes para o número de estudantes que necessitam da Moradia Estudantil. ”Os moradores do CRUSP, reunidos em assem-bléia, decidiram pela retomada de parte do bloco G que antes era moradia e havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espa-ço como moradia estudantil. Mesmo diante da falta de vagas, a reitoria criminalizou esse movimento expulsando 6 estudantes em dezembro de 2011”*. O Coletivo Faísca está absolutamente ao lado e com a Classe Trabalhadora e frontalmente contrário a este estado de caos social patrocinado pelo Estado brasileiro.

Retomar o Pinheirinho e superar a sociedade de classes. Apoiamos e reconhecemos todas as formas de resistência que a população usou e está usando contra a PM e o Estado de São Paulo

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